Multimídia
Croquiteca
Arroio do Meio
Morro Gaúcho
Campo-Escola
Esportivo/Tradicional “Morro Gaúcho” Arroio Do Meio – Rs
Por Alexandre Altmann
O Morro Gaúcho é uma falésia de 80 metros de altura situada no
topo de um morro de 559 m.a.n.m. Situa-se entre Arroio do Meio e
Encantado, na localidade de Palmas. Devido à paisagem, é um
ponto turístico da região. Apesar de receber alguns visitantes
esporádicos, não possui nenhuma infra-estrutura. O topo do morro
pode ser acessado de carro e é perfeito para acampar depois de
um dia de escalada.
Veja o mapa do local.
Como chegar de carro: Arroio do Meio situa-se a 110 km de
Porto Alegre, acesso pela BR-386, seguindo depois pela RS-130.
Do trevo de Arroio do Meio, conte no odômetro 10km (você estará
um pouco antes da localidade de Palmas); quando chegar na placa
“KM 88” da RS-130, encontrará uma entrada à esquerda, uma
estrada de chão (subida); logo nessa entrada tem uma placa
luminosa indicando “Boate Sexy”; da entrada são aproximadamente
4,5km de subida até o cume. [Depois do trevo de Estrela, o morro
que você vê no horizonte é o Morro Gaúcho. Quando passar 5km do
trevo de Arroio do Meio, a RS-130 percorre o fundo do vale,
entre o rio Taquari e a base do Morro – uma paisagem fantástica
que rende várias fotos].
Como chegar de ônibus: a empresa “Expresso Azul” possui
linhas regulares de PoA a Encantado. Peça para o motorista sobre
a possibilidade de saltar na localidade de Palmas, entre Arroio
do Meio e Encantado. Carregue sua mochila junto com você ou a
retire do bagageiro em Arroio do Meio e peça para descer na
entrada do Morro Gaúcho, no “KM-88 da RS-130”, pouco antes da
localidade de Palmas. Dali são 3,5km de subida até a base das
vias ou 4,5 até o topo. [Atenção: a linha semi-direta não pára
no morro. Nesse caso, há a opção de descer em Arroio do Meio e
pegar outro ônibus (empresa Bento ou Arroio do Meio), peça um
que passe na entrada do morro Gaúcho. Essa opção pode ser mais
rápida do que um Expreso Azul pinga].
Para acessar as vias, são duas opções: a mais utilizada é
deixar o carro na curva após a construção abandonada (espécie de
chapa de concreto, à esquerda), a 3,5km da entrada do morro e
1km antes do topo. Aí você estará no local que a estrada mais se
aproxima da base da parede. Logo após a curva da estrada, terá
uma picada escondida no mato à direita de quem sobe (deixamos a
entrada parcialmente coberta por mato por questão de segurança).
Essa picada (que é uma estrada abandonada, tomada pelo mato)
sairá na base da parede dinamitada. Procure à direita (olhando
de frente a parede dinamitada) a entrada de outra picada. Essa
picada costeia o barranco por baixo, por 30 metros, e depois
sobe em direção à parede natural, à esquerda. Você chegará na
base da parede natural, numa contenção feita de ferros e pedras
– é a base da via “Pioneiros”. Da estrada (onde fica o carro)
até a base da parede natural (onde estão as vias) são
aproximadamente 500 metros. A outra opção é subir até o topo e
procurar a parada da via “Leo Lantz” e descer de rapel até a
base das vias (50 metros ou 2 lances de 25m). [Se você optar por
rapelar pela via “Leo Lantz”, deixe o carro na entrada da base
das vias e caminhe até o cume (1km). Além de mais seguro para o
carro, ele já estará lá quando você descer das vias, ou seja,
não precisará escalar uma via até o cume]. A trilha da base da
vias costeia a parede e sai no cume, sendo que os trechos mais
íngremes estão equipados com cordas fixas.
Acampamento:
Em condições ideais de clima, o morro é um local agradável
para acampar, especialmente no topo. A vista do vale, o céu
muito estrelado, a temperatura sempre agradável à noite, fazem
do topo do Morro Gaúcho um dos melhores locais para acampar da
região (à noite). No entanto, de dia é insuportável permanecer
no topo, pois não existem árvores. O mais indicado é deixar o
equipamento de camping no carro e montá-lo somente à noite, no
topo. [Atenção: leve seu lixo e procure recolher o lixo de
visitantes “desavisados”. Preferencialmente não faça fogueiras:
costuma ventar de moderado a forte no topo, o que aumenta
significativamente o risco de incêndio no capim seco que cresce
em abundância no local. Se for fazer fogo, faça uma proteção de
pedras ou leve churrasqueira portátil. Não corte vegetação: leve
seu carvão/madeira. Barracas: o chão é de pedra, “specs” não
servem para prender a barraca. Em compensação, nos arredores se
encontram várias pedras que podem ser usadas para prender a
barraca. Leve vários metros de barbante para isso].
Água:
ATENÇÃO: não existe água no parte superior do morro. O
recomendado é trazer de casa toda a água que for consumir. No
caso de fazer fogueiras, trazer água extra para apagar o fogo.
[O último lugar que se pode conseguir água no morro é a
propriedade do Sr. Genésio, que fica à direita de quem sobe,
pouco depois do local onde se avista pela primeira vez a parede,
tem uma porteira de madeira e muro de pedras].
Melhor época: como os demais locais de escalada
tradicional do Rio Grande do Sul, a melhor época para escalar no
Morro Gaúcho é o inverno. No entanto, no outono e primavera é
agradável escalar no local. No verão pode-se escalar as vias
esportivas, que ficam na base da parede, na sombra.
[Particularmente eu gosto de acampar no inverno no morro,
buscando evitar os dias com vento. No entanto, acampar no topo é
sempre agradável quando não venta muito. A escalada no verão é
praticável no final da tarde ou início da manhã nas vias
tradicionais. Depois da chuva, no verão a parede leva dois dias
para secar e de quatro a cinco dias no inverno].
Segurança: até hoje, houve apenas um relato de
arrombamento de veículo para furtar o rádio. Não é recomendável
deixar o acampamento montado/sozinho. É preferível deixar o
carro na estrada, na entrada da trilha das vias, pois nesse
local nunca houve problemas. Procure não deixar o carro no topo,
especialmente nos finais de semana. Durante a semana,
dificilmente o morro recebe visitantes.
Escalada em rocha: no morro predomina o estilo
esportivo-tradicional, isto é, vias curtas com proteção mista
(fixa e móvel), de diversas dificuldades e exposição. Todas as
vias possuem paradas que possibilitam o rapel. Uma opção
interessante é escalar a parede pelas várias vias que ligam os
platôs, como, por exemplo, escalar a “Diedro Perfeito” (1ª
enfiada), entrar na “Aprendiz de Feiticeiro” (2ª enfiada) e
fazer cume pela 3ª enfiada da “Pioneiros”. Das 14 vias
existentes, apenas duas são completamente grampeadas,
dispensando o uso de equipamento móvel. Em outras vias, pode-se
dispensar os equipamentos móveis com algum risco adicional. Em
todas as vias, o uso de equipamento móvel aumenta
consideravelmente a segurança das vias. As colocações em móvel,
em sua grande maioria, são excelentes e seqüenciais. As vias
grampeadas possuem proteções menos seqüenciais do que as vias em
móveis, aumentando um pouco o grau de exposição (nada exagerado,
quedas seguras), permitindo intercalar móveis. As duas vias com
trechos em artificial foram pouco repetidas.
Lista de equipamentos: 1 jogo de nuts; friends,
equivalendo aos tamanhos dos camelots #0.2; #0.3; #0.4; #0.5;
#0.75; #1; #2 e #3; nove costuras (pelo menos quatro longas);
corda de 50 metros; capacete; um par de estribos. Para as vias
em artificial, além dos equipos citados, dois cliffs de buraco,
dois cliffs de agarra, pítons (2 lâmina,2 lost arrow, 1
universal, 1 canaleta pequeno) e micronuts.
Outras atividades: nos finais de semana ciclistas e
motoqueiros andam pelas trilhas e estradas do morro (jipeiros
raramente). O local conta com várias trilhas para caminhada, de
todos os tipos. Existem trilhas muito agradáveis no mato para
dias de muito sol e caminhadas pelas estradas da região que
contam com boas paisagens. Além disso, o local permite vôo livre
e paraglider quando as condições estão muito favoráveis. Outra
sugestão é uma visita aos rios e arroios da região, que contam
com bons balneários ou campings, especialmente no verão. Nos
rios e arroios, são altamente recomendáveis as descidas de
caiaque, especialmente a descida Roca Sales – Arroio do Meio
(6-8 horas, em média) e a descia do Rio Forqueta, de Marques de
Souza – Arroio do Meio (8 – 10 horas ou dois dias).
Vias:

1. Pioneiros:
5º/E2/A1 (***) - (80m; 3 enfiadas; proteção em grampos de 12mm;
o artificial de 3 grampos exige apenas estribos ou fitas longas;
todas paradas em dois pinos de 12mm; acessa o cume). > setor
“Pioneiros”, inicia na base.
2. Leo Lantz: 6sup (***) - (50m; chapeletas/bolts de
10mm; pode ser feita em uma ou duas enfiadas; também utilizada
como via de acesso ao cume e rapel de 50m ou dois lances de
25m+25m; necessita um estribo para saída e um camelot #2 para
proteção da saída). > Setor tetos ou “Léo Lantz”, inicia na
base.
3. Sonho de Liberdade: 4º/E3/A2 (*) - (70m; 3 enfiadas;
via mista com proteção em bolts de 10mm, sem chapas; primeira
enfiada em artificial: 2 pítons lâmina, 2 canaleta, 2 cliffs de
agarra e 2 cliffs de buraco, nuts pequenas e friends); parada em
duas chapas; a segunda enfiada é toda em móveis, com poucas
proteções [E3], usando um camelot #0.5, nuts médias, fitas
compridas e pítons [canaleta] para proteger, parada em uma
chapa; a terceira enfiada, logo após dominanar um platô e saindo
pela direita, protege bem com um camelot #2 e toca direto ao
cume, parada em árvores; acessa o cume). [esta via conta apenas
com duas repetições. O rapel é só recomendável da primeira
parada até o chão] > Setor do meio ou “Sonho de Liberdade”,
inicia na base.
4. Conexão Torpedo: 6sup/E2 (***) - (25m; via mista: nuts
médios e friends pequenos; 3 chapas e bolts de 10mm; parada em
corrente; possibilita rapel; acessa o primeiro platô da parede).
> setor “Pioneiros”, inicia na base.
5. Diedro Perfeito: 6sup (***) - (25m, via mista: nuts
pequenos, microfriends e camelot #2, chapas e bolts de 10mm;
utiliza a corda já fixada para acessar o platô; parada em um
pino de 10mm; acessa o primeiro platô da parede). [costuma-se
fazer a via até terceira chapeleta, a qual possui um mosquetão
fixo para descida] > setor “Pioneiros”, inicia na base.
6. Aprendiz de Feiticeiro: 6sup/E2 (***) - (30m; uma
enfiada; via mista: camelot #0.75; stopper #12; camelot #0.3;
#0.5; stopper 13; 2 chapas e bolts de 10mm; stopper 8; camelot
#1 e #2; parada no coqueiro; acessa o segundo platô da parede).
[está via é muito recomendável porque sai do primeiro platô da
parede, sendo bastante vertical e exposta, com excelentes
passadas em livre. Poucas repetições.] > setor “Pioneiros”,
inicia no 1º platô.
7. Não tá morto quem peleia: 7a/b (***) - (45m; duas
enfiadas; chapas e bolts de 10mm; paradas duplas em
corrente/chapa, permite rapel em um ou dois lances de 25m;
acessa o cume). [sugere-se utilizar um microfriend tamanho
camelot #0.2 para proteger a saída, visto que a primeira
chapeleta está a oito metros do chão. ATENÇÃO: ESTA VIA ESTÁ
INTERDITADA, AGUARDANDO MANUTENÇÃO, pois as chapas estão
enferrujadas demais. No entanto, é possível colocar uma corda de
cima, a parada do cume está em bom estado] > Setor da via “Leo
Lantz”, inicia na base.
8. Supertramp: 6a/A2 (*) - (30m; uma enfiada; a parte em
livre conta com chapas e bolts de 10mm e um pino de 10mm; o
artificial exige um camelot #1; 2 cliffs de buraco e 2 de
agarra; parada em dois pinos de 12mm – parada silmultânea com a
segunda parada da via Pioneiros; acessa o segundo platô da
parede). [recomendável fazer a parte em livre e rapelar do pino
que marca o início do artificial. A via teve apenas uma
repetição completa] > setor “Pioneiros”, inicia no 1º platô.
9. Não Adianta Piscar que não volto nunca mais: 6a - (**)
- (20m; via em móveis: friends e nuts médios e grandes; parada
em um pino de 10mm; pode-se acessar o primeiro platô da parede).
[a via teve poucas repetições] > setor “Pioneiros”, inicia na
base.
10. Formiguinhaz: 5º (***) - (15m; via esportiva em
móveis: camelots #2 e #0.5; stopper 13; camelot #0.3; stopper
10; camelot #0.75; stopper 8; parada dupla em corrente) [via
bastante utilizada para aquecer. As proteções são excelentes.] >
setor “Pioneiros”, inicia na base.
11. Pioneiros/variante: 6º (***) - (25m; uma enfiada; via
mista: stopper # 13 e #10; camelot # 0.5 e #2; parada simultânea
a primeira da via Pioneiros; acessa o primeiro platô da parede).
[boa via para aquecer. Proteções excelentes.] > setor
“Pioneiros”, inicia na base.
12. Ya no estoy acostumbrado: 7a (***) - (10m; via
esportiva em móveis: stopper 10; camelot #0.3; #0.4 e #0.5;
corrente em um bolt para rapel, que pode ser reforçado com um
camelot #0.5 para toperope) > setor “Pioneiros”, inicia na base.
13. É isso que o véio gosta, é isso que o véio qué!:
6º/E3 (**) - (40m; uma enfiada; via mista: camelot #3; #0.5; #2;
#1; #0.75; stopper 10; uma chapa caseira com bolt de 10mm;
parada dupla com chapas Bonnier; rapel direto ao chão). > setor
“Pioneiros”, inicia na base.
14. Grande Avalanche de Lixo: 6sup (**) - (15m; via
esportiva mista: chapas e bolts de 10mm; camelot # 0.3; 0,75 e
stopper 10; parada em uma bonnier). > setor “Pioneiros”, inicia
na base.
Mais informações:
Alexandre Altmann |